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Arcil 

Tudo começa em 1976. Um grupo de pessoas, lideradas por um pai e uma assistente social, confrontadas com a dificuldade de educar os seus filhos, encontram-se, associam-se e criam a ARCIL. Alguém contou que, nessa altura, todo o trabalho era pautado por uma grande emoção, e que a esta se juntava a alegria dos dias diferentes e desafiantes.

Quem não ficaria enternecido com este projecto, que se tornaria, desde então, um dos mais importantes da nossa comunidade?

O desejo de retratar o quotidiano da organização foi o ponto de partida para a apresentação dos rostos, ideias e acções que a enformam. O objectivo é narrar a vida quotidiana na instituição, descobrindo as suas personagens e, nestas, os seus hábitos, rotinas, e as suas emoções. Esta viagem pelo espaço e pelo tempo, por entre os vestígios da memória, tanto pessoal como colectiva, dá-nos conta da paleta de cores subjacente à estruturação da vida quotidiana.

Além disso, presta-se, assim, homenagem a muitas crianças, homens e mulheres, de diversos meios, com diferentes condições físicas e emocionais, cuja identidade se (re)constrói no dia-a-dia.

E isto é tudo! Mas, resta-nos referir o que é justo. Numa altura em que as instituições são muitas vezes colocadas no lugar da sobrevivência, esta iniciativa pretende devolver a dignidade que merecem os que lá “vivem”!

 
 
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